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sábado, 19 de julho de 2014

Eu e a "falta de Deus"
Recentemente uma conhecida que me é muito cara me ligou para saber de mim e aproveitou para dizer que a minha já curada enfermidade coronariana provavelmente era falta de Deus. No eterno segundo em que levei para encerrar    a conversa e me despedir cordialmente alegando outros afazeres no meu também eterno repouso , me veio pronta esta manifestação do meu ponto de vista acerca desta questão.
Provavelmente o deus que em sua limitada visão me faltava era o deus hebreu , que herdamos com o Cristianismo após o imperador romano Constantino tê-lo permitido como culto(313 d.C) e Teodósio   decretá-lo a religião oficial do Império Romano (391 d.C.). Mas será que se a minha amiga tivesse nascido e sido criada em um país muçulmano , seria o cristianismo a "VERDADE" que tentaria me impor? E se fosse indiana? Tibetana? E se tivesse sido criada sobre os preceitos do Candomblé?  E  se fosse seu lar, espírita?
Logo pensei na xenofobia que caracterizou os hebreus  na antiguidade e ainda se manifesta em muitas congregações que  examinam o Velho Testamento de forma alegórica.O que dizer?
Adianta o embate? Adianta dizer que me sinto intelectualmente emancipado e que esta concepção  de Deus  que cabe em uma edificação, em uma cultura não me seduz?
Que desprezo com toda força da minha alma  a ideia  comercial que se faz hoje de uma conversão religiosa. Onde os bens materiais, a saúde e até a felicidade são recompensas para  os que se convertem.
Compreendo, no entanto, esse fenômeno  humano chamado "fé". Compreendo por tê-la de uma forma livre e sublime, mas respeito e defendo todos aqueles que submetem a sua à esta ou àquela religião. Só não comungo com a intolerância, com essa ideia pessoal de Deus. Como se fosse um gênio da lâmpada que se pode evocar a qualquer momento para pedir, pedir, pedir e para servir de capataz contra o mal que geralmente nós mesmos provocamos.
Não vou entrar no mérito das conversões, dos caminhos do amor e da dor que fazem os mais céticos e endurecidos corações abraçar uma religião.  Possuo um profundo respeito pelas dores humanas, sei que as nossas estruturas psíquicas sofrem profundas alterações após traumas físicos e emocionais, mas é muito importante que possamos  exercitar a humildade e a razão para que  a fé não se torne um instrumento superficial e inconsistente que só serve à arrogância e à empáfia.E não devemos afastar a  teoria da prática, uma vez que  melhor forma de transmitir valores é o exemplo.

Por fim , considero sinceramente que para aqueles que seguem uma determinada  religião, controlar o proselitismo(este dedo indicador que aponta a heresia aqui e acolá) é um ato de tolerância, de compreensão e de caridade. E por falar em caridade, se tem algo no qual eu creio é que  "fora da caridade, não há salvação". Cada um na sua fé então, eleve seu pensamento .