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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

“É o Bem contra o Mal. E você de que lado está?”



A infância intelectual do ser humano concebeu o Maniqueísmo. “Maniqueísmo” deriva de Mani, um sacerdote babilônico que pregava a luta eterna entre o bem e o mal, uma herança do Zoroastrismo que além do Maniqueísmo, também teria influenciado o Cristianismo. Mas não estou aqui para falar de religião e sim do “maniqueísmo político”. Uma doença do gênio humano que em escala planetária já dividiu a Terra em zonas de influência (Guerra Fria )e que hoje na escala das relações pessoais, segrega os indivíduos de uma mesma comunidade pelo cargo político ou profissional que ocupam. Inclusive faz-se necessário salientar a distinção (sobretudo de mérito) entre ambos.
Existem dois tipos de maniqueístas políticos. O primeiro é o que chamarei de “maniqueísta morno”. Aquele que perdeu a situação, a mamata, a bocada. É um maniqueísta de ocasião. Em certa medida é volúvel, pode mudar de lado a qualquer hora. Não possuiu profundidade filosófica e nem uma formação política que fundamente seus discursos “políticos”. Sua atuação nos remete à imagem do “pombo enxadrista”. 
O segundo tipo é o “maniqueísta radical”. Geralmente se alimenta de conflitos e contendas eternas e a coerência dos seus discursos não pode ser mensurada.Busca seus aliados entre os incautos e sedentos de uma revolução romântica e utópica da realidade. Para estes, todos aqueles que, por ventura, não comunguem dos seus ideais, merecem ser exterminados. Na verdade, nem precisa discordar. Basta ter uma interpretação diferente e lá estará o instrumento mental inquisidor, julgando condenando e executando o dissidente. Isso nos leva até a pensar que o apelo humanitário que geralmente adorna seus discursos, na verdade não passa de falácia, uma vez que consideram inferior ou pior, todos aqueles que ousam se opor. 
O maniqueísta radical despreza e ignora a existência individual. Ele avalia o grupo. Seu discurso descolado destoa da sua prática preconceituosa. Sua visão embaçada avalia o todo de forma superficial e equivocada o que, com o passar do tempo, pode produzir uma enfermidade social gerada pelo desgaste emocional.
Se existe, no entanto, algo que estes dois tipos têm em comum é a capacidade de se associar ao “inimigo” de ontem para poder combater o “inimigo” de hoje. Com esta habilidade reproduzem o “os fins justificam os meios” que caracteriza o pior tipo de pragmatismo político: o das alianças espúrias.
Os dois tipos de maniqueístas também ignoram que os homens encerram em si um universo de concepções e verdades interiores e que honestidade e dignidade não podem ser associadas àqueles que simplesmente caminham na mesma direção que a nossa. 
Por fim, o aspecto mais doentio do Maniqueísmo é o fato de que não houve uma só guerra nesse mundão, no qual os dois lados não tenham se considerado o certo. O bem lutando contra o Mal.

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